
Data
2003/2004
Descrição
Esta é uma capa que nunca saiu do computador, a não ser para uma prova digital. Está, pois, incabada e, logo, algo imperfeita, mas gosto muito dela, e, mal surja a oportunidade, vou usá-la num projecto.
Para além do lado icónico que gosto de trabalhar nas capas (uma imagem que seja “absorvida”, entendida e memorizada num segundo), procurei também lançar os dados iniciais para a história do livro: um faroleiro, ex-membro de um grupo político armado radical nos anos 1970, é contactado pelo seu antigo líder, que ficara com o saque de um roubo de dinheiro chinês. A ideia era ter todos estes elementos apresentados de uma forma sincrética e, ao mesmo tempo, realista, como se fossem velhos recortes colados numa parede.
Tipografia
A tipografia usada foi a Clarendon Extra Black (que adoro) e a Frutiger. O layout seguiu as normas de uma série de livros para a qual já tinha feito, na altura, 3 capas.
Possíveis melhorias
Manter do Che apenas a boina, e substituir a boca dele pela do Mick Jagger (por quem mais?); retirar a imagem do Che morto: é algo redundante.