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Título
By its Cover: Modern American Book Cover Design

Autores
Ned Drew, Paul Sternberger

Design
John Gall

Edição
Princeton Architectural Press, 2005

Dimensões e Impressão
280 x 210 mm, 176 páginas

Descrição
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Título
Front Cover: Great Book Jackets and Cover Design

Autor
Alan Powers

Design
Blu Inc Graphics

Edição
Mitchell Beazley, 2006

Dimensões e Impressão
280 x 230 mm, 144 páginas

Descrição
A Mitchell Beazley não é conhecida pelo seu interesse na investigação ou na publicação de ensaios profundos, pelo que a relação entre a expectativa (se o que atrás escrevi for já do conhecimento dos interessados) e o que este livro dá é equilibrada, com benefício para o leitor que procura imagens, factos sobre essas imagens e, sobretudo, descobrir trabalhos anteriores a 1980 (motivo que me moveu a adquirí-lo, pelo menos). Se esse for o caso, esperam-se curiosas revelações sobre ilustradores e designers e sua relação com certos autores, uns e outros já mais ou menos imerecidamente esquecidos (a relação Len Deighton – Raymond Hawkey, com as excelentes capas que este fez para a série de livros de espionagem do primeiro; a relação Ian Fleming – Richard Chopping, com as bizarras capas deste para a série James Bond e, sobretudo, a referência à capa que ele fez para o seu primeiro romance, The Fly, uma raridade de que nunca soubera nada até aqui; a descoberta de Tom Adams, que passou dos romances de Fowles e da grande capa de The Collector para capas muito intensas nas reedições de Agatha Christie, à qual ficou associado, etc, etc).

Este tipo de livros mede-se através de um processo muito simples e, em geral, eficaz: a consulta das legendas. E nestas Powers foge à ratoeira da descrição, conseguindo fornecer informação utilíssima, muitas vezes com citações da curta mas muito curiosa bibliografia (pela raridade e antiguidade: os livros mais recentes são dos anos 1980). Organizado numa sucessão de spreads sobre cada um dos temas, modas ou períodos abordados, o livro não se vê prejudicado por um design quase inexistente e, apesar de algumas gralhas e, pelo menos, uma dupla página falhada (a da Ficção Científica) é uma leitura fiável e viciante. Excelentes reproduções das capas, algumas delas raridades absolutas.


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Título
Undercover: an illustrated history of american mass market paperbacks

Autor
Thomas L. Bonn

Design
Beth Tondreau

Edição
Penguin, 1982

Dimensões e Impressão
230 x 190 mm, 144 páginas

Descrição
Fruto de uma pesquisa fortuita na Abebooks, eis um belo e baratíssimo achado (já totalmente fora de mercado e sem uma única re-edição em mais de 25 anos): um texto sucinto e extremamente bem informado sobre o fenómeno do paperback nos EUA, e que não se limita ao período “áureo” (ou seja, até ao final dos anos 1950), cobrindo matéria até 1980. O péssimo design (servindo de prova ao que Phil Baines escreveu em Penguin by design sobre o mau grafismo da casa nesses anos de fins de 70 e inícios de 80, sobretudo na não-ficção) torna a consulta visual um pesadelo mas não impede a fruição de um excelente texto sobre uma matéria que, em muitos aspectos, é extremamente actual.


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Título
Penguin by design: a cover story 1935-2005

Autor
Phil Baines

Design
David Pearson

Edição
Penguin Allen Lane, 2005

Dimensões e Impressão
220 x 180 mm, 256 páginas

Descrição
Numa discreta e nostálgica capa não laminada (remetendo para a grande era dos paperbacks da Penguin até aos anos 60), este volume, composto sem mácula por David Pearson (que antecipa, e em 3 anos, a sua muito louvada solução para The Work of Art in the Age of Mechanical Reproduction de Walter Benjamin para a série “Great Ideas”: as lombadas dos livros expostas na capa, desta feita com a trouvaille visual de elas comporem as famosas 3 bandas horizontais da grelha de Jan Tschichold de 1948), é, como seria de esperar, incontornável para quem quiser saber de história da edição (e não exclusivamente sobre a Penguin) e do design editorial. O meu único reparo diz respeito à ausência, em apêndice, de alguns dos lendários memos de Tschichold à equipa gráfica, onde a(s) sua(s) teoria(s) sobre o design de livros foram sendo buriladas e construídas, numa fase em que abandonara já o radicalismo da Neue Typographie em favor de um revisionismo de formas mais clássicas. (Esses memos seriam publicados um ano depois no volume Jan Tschichold, Designer: The Penguin Years de Richard Doubleday).


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Título
Penguin by Designers

Design
David Pearson

Edição
Penguin Collectors’ Society, 2007
14 x 9 cm,  176 páginas

Descrição
Ostentando a mais famosa grelha da história do design editorial, criada por Romek Marber em 1961 para a série de Crime da Penguin e que depois serviu de modelo a quase todo o catálogo da editora, a capa deste volume imprescindível “trai” logo o contexto histórico do seu conteúdo: dos anos pós-Tschichold, sob comando do “herdeiro” Hans Schmoller nos anos 50, à ultra-criativa fase contemporânea, que coincidiu com os 70 anos da empresa.

Tratando-se, basicamente, da transcrição das intervenções dos designers e directores artísticos em funções ao longo desses anos, reunidos na tarde de 18 de Junho de 2005 no Victoria & Albert Museum (no contexto da exposição que esse museu dedicou ao aniversário da editora), o livro depende exclusivamente da qualidade dessas exposições. Como seria de esperar, a qualidade é bem alta. Com a excepção de Germano Facetti (que não esteve presente na sessão, e de quem se publica um texto “programático” sobre o design de paperbacks publicado na revista Dot Zero em 1967), John Miles, Romek Marber, Jerry Cinamon, Derek Birdsall, David Pelham e o actual director de arte Jim Stoddart sucedem-se por ordem “cronológica” e o que resulta é o complemento perfeito (porque vindo de quem amassou o pão) ao livro cujo título serviu de referência a este, Penguin by Design do designer e historiador Phil Baines (que escreve aqui as pequenas introduções às intervenções). Junto com o livro de Baines, esta colectânea representa uma visão completa e abrangente, ainda que incontestavelmente subjectiva e passional, da história gráfica da Penguin.

É difícil destacar uma ou outra apresentação das demais, dado que parece até ter havido o objectivo de uma certa complementaridade (por exemplo, as intervenções de Miles e Cinnamon são mais sobre o layout e as grelhas para os livros das edições comuns e especiais, sendo ambas de extraordinária utilidade no que à história da tecnologia do design diz respeito). Pessoalmente, há muito que admiro tudo o que vejo de Birdsall e Pelham desses anos, designers que conseguiram verdadeiras obras-primas de condensação icónica (e aqui também há complementaridade, na medida em que Birdsall era sobretudo um designer freelancer e Pelham o director de arte, e o último que Sir Lane contratou pessoalmente). É uma verdadeira delícia ler e ver o que este dois apresentam e há mesmo uma descoberta (para mim, pelo menos): a das capas da série de reedições da obra de Somerset Maugham, que Birdsall criou como uma longa e contínua fotografia em composição horizontal (Prova A). Isto só me deu mais vontade de comprar Notes on Book Design (assim que o preço, ou a libra, ou ambos, baixarem mais…)

Prova A
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Outro grande momento do livro é a apresentação de Marber: a odisseia da criação de dezenas de capas para a colecção de Crime em poucas semanas dá-nos a perfeita justificação para a necessidade da sua famosa grelha e obriga-nos a uma intensa inveja e admiração…

Como em tudo, as ausências falam quase tão alto como as presenças, e aqui notamos duas importantes: a de Alan Aldridge (cuja entrada e saída da Penguin se rodearam sempre de polémica, e que tentou aproximar a editora aos caminhos da pop nesses anos de 66-69) e de alguém que viesse falar dos “famigerados” anos 80. Uma e outra ausência compreendem-se (mas, no caso de Aldridge, lamenta-se, pois foi ainda assim o criador de capas excelentes e teria coisas interessantíssimas a dizer), sobretudo a da fase negra após a saída de Pelham em 1980, em que a Penguin se perdeu no desejo de se impor graficamente nos EUA, deixando-se contaminar pelo que de pior se fazia (e se faz ainda) dum e doutro lado do Atlântico (o que outras ediroras aproveitaram e agradeceram, como a Faber, que dominou os escaparates nesses anos com as fabulosas capas de Andrzej Klimowski e a direcção de John McConnell). Quem ler o livro de Baines não estranha essa ausência, e as palavras de Pelham não sao meigas…

Stoddart termina com um sentido de missão cumprida (mas com esforço, o que certas indirectas denotam…), e é notório o orgulho com a espantosa exibição de talento que foi o pack especial dos 70 anos, em que a Penguin mostrou à evidência uma quase infalibilidade na atribuição da capa de um qualquer título a um designer ou ilustrador. Tudo resulta por ali, e muito do porquê está neste livrinho.

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