Um sistema de momentos

Foi criado nos estúdios de Hollywood, mas nunca se deu bem com eles. Os melhores filmes de Dennis Hopper, como actor ou realizador (Easy Rider, O Amigo Americano, Colors, Rumble Fish, Blue Velvet) foram todos feitos à margem. Tal como a sua carreira de fotógrafo e artista plástico, se calhar, a sua única carreira.  O homem sabia o que fazia com uma câmara nas mãos: soube-o Coppola, que o pôs num papel de fotógrafo em Apocalypse Now, mas não sem antes lhe retirar todos os rolos disponíveis (não fosse ele revelar mais e melhor do que era conveniente revelar), e souberam-no os Smiths que usaram uma das suas fotos numa das edições de “best of”. Essa foto saiu publicada (pela Twelvetrees Press, em 1986) no livro em baixo, cujo título é uma referência ao filme que o trouxe “de volta” à América depois de uns anos 70 aos trambolhões, Out of the Blue. (O livro que encima o post foi publicado pela editora alemã Hatje Cantz em 2001).

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Filed under Livros, Soltas

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