Tenentes e sementes

Não consigo deixar de embirrar com o MUDE, o (suposto) Museu de Design de Lisboa. Não consigo. Porquê, agora? Por causa de sementes. Por princípio, nada contra. Na Livros de Areia, ajudei até a publicar em 2010 uma novela cujo tema central são sementes, muitas sementes (FOME de Elise Blackwell). Mas… sementes no MUDE? Soa a exercício conceptual levado longe demais. Uma hérnia conceptual, digamos. Este é o texto que recebi num email que anuncia o ciclo de debates em torno da exposição “Sementes, Valor Capital”:

“No âmbito da exposição “Sementes, Valor Capital”, o MUDE- Museu do Design e da Moda, Colecção Francisco Capelo apresenta um ciclo de debates sobre o tema das sementes, sua importância e diferentes utilizações, integrando a perspectiva de especialistas em várias áreas.
A exposição, que pode ser visitada até 20 de Março[!], e em que se mostram cerca de 500 sementes plantadas em Portugal, pretende sensibilizar para a biodiversidade agrícola, a importância da diversidade alimentar, e a preservação da semente.”

Local da exposição e dos candentes debates? Não, não será a sede ou uma das dependências do Crédito Agrícola. Será mesmo o Museu de Design de Lisboa. Depois do Tenente, vamos então às sementes.

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